Encuesta Expresso-SIC da empate en la lucha por el gobierno ¿Pantano a la vista?

Política




Expresso

David Dinis (texto) e Jaime Figueiredo (infografia)

Agora sim, podemos dizê-lo: nunca umas eleições estiveram tão em aberto. A pouco mais de 48 horas das legislativas, a sondagem Expresso/SIC aponta para um empate técnico, com o PS à frente do PSD por apenas dois pontos (35% para 33%). Um resultado tão próximo que a equipa do ISCTE-ICS assinala ser “impossível inferir” qual dos dois partidos pode sair vencedor. “Estes valores”, acrescenta o relatório da sondagem, que utilizou o método de voto em urna para recolha das respostas, “significam para o PS um intervalo entre 32% e 38% e para o PSD entre 30% e 36%”. E isto pode entregar ao PS entre 92 a 106 deputados e ao PSD de 87 a 101 deputados.

Uma coisa é certa: em menos de três meses, depois da crise política espoletada pelo chumbo do Orçamento, o partido de Rui Rio teve tendência de rápida recuperação, encurtando em 12 pontos a desvantagem de 14 com que partia no início de novembro. Na pior das hipóteses, considerando este estudo, a bancada social-democrata na Assembleia da República terá mais oito cadeiras do que hoje; na melhor, pode acrescentar 15. Para Rio há esperança de superar os eleitos do PS, ou até — cenário nunca visto — ter menos votos mas mais deputados do que António Costa. Lado B: a sondagem mostra que ficará sempre longe de um cenário de governabilidade adquirida. Mas já lá vamos. Primeiro, fique com o quadro de previsões:

Quatro candidatos ao disputado 3º lugar

Antes, é preciso dizer que há outro empate mais abaixo na tabela de resultados: Chega, Iniciativa Liberal e CDU estão com 6% das intenções de voto, seguidos de perto pelo Bloco de Esquerda, com 5%. Se esta ordem de votação se confirmasse, Ventura seria o terceiro mais votado, mas o IL seria a terceira maior bancada, beneficiando do seu voto concentrado em círculos eleitorais com maior eleitorado, como Lisboa e Porto. O Bloco, esse, pode cair de terceiro para sexto.

Com esta estimativa só é garantido que não haverá uma maioria absoluta — absoluta só mesmo a incerteza no resultado. Tudo indica que, também em número de deputados eleitos, os partidos serão muito mais equilibrados do que no Parlamento atual. Para já, é certo que a direita recuperou quase integralmente, em poucos meses, uma desvantagem que foi de 19 pontos. Agora é até possível que a direita (com o Chega) volte a ser maioritária na AR. 

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